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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Tiroteio no Fórum de Bangu deixa uma criança morta e fere PMs

Bombeiros foram acionados para resgatar vítimas

Rio - Um tiroteio no Fórum de Bangu, Zona Oeste do Rio, deixou uma criança morta, um PM morto e outro ferido na tarde desta quinta-feira, na Rua 12 de Fevereiro. O menino identificado apenas como Kayo, de oito anos, estava indo para uma escolinha de futebol ao lado do Tribunal quando foi atingido. Sua vó, que o acompanhava, nada sofreu. Kayo foi alvejado na esquina da Rua Francisco Real com Silva Cardoso, do lado oposto ao confronto.
Quatro bandidos armados com fuzis chegaram em dois carros ao local para resgatar um dos 24 presos que eram julgados em audiência. Libertar Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, um dos acusados de comandar o tráfico no Morro do 18, em Água Santa, na Zona Norte, era o objetivo do bando. Um dos policiais, identificado como Sargento Oliveira, levou um tiro no peito e morreu. Ele percebeu a movimentação dos criminosos e correu para avisar os seguranças do local. Em seguida, disparou contra os acusados e acabou sendo baleado nas escadas do Fórum. Outro PM que também estava na escada foi atingido na cabeça.
Na fuga, os criminosos se depararam com uma viatura da polícia e uma nova troca de tiros teve início. Uma senhora que estava dentro de um ônibus da linha 738 (Bangu-Marechal Hermes) foi alvejada na barriga. Bombeiros foram acionados para resgatar as vítimas, mas ainda não há informações sobre o estado de saúde da mulher e do policial.

Piolho foi preso em abril de 2012 por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA). Ele foi capturado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, após agentes da especializada receberem uma denúncia anônima.
De acordo com o delegado João Luiz Garcia, titular da DPCA, contra “Piolho” havia seis mandados de prisão pelos crimes de homicídio, tráfico, associação para o tráfico, roubo e formação de quadrilha. No mesmo local, os policiais prenderam Renata Martins Cavalare, 34 anos, esposa do traficante.
O comércio local fechou as portas. O juiz Alexandre Abrahão, que presidia a sessão, não ficou ferido no atentado. Segundo uma testemunha que estava no local, os bandidos pegaram as chaves dos carros estacionados no Fórum para escapar. O cruzamento das ruas Francisco Real e Silva Cardoso está totalmente interditado. Policiais militares do 14º BPM (Bangu) fazem rondas na localidade na tentativa de localizar os criminosos.  
Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado afirmou que "devido ao lamentável incidente, o Fórum Regional de Bangu ficará fechado na sexta-feira, para viabilizar a perícia técnica, e todos os prazos dos processos em tramitação serão suspensos".
O Secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, informou na noite desta quinta que já solicitou a transferência de Piolho e Vanderlan da Silva, o Chocolate, para presídios federais "considerando a audácia e as consequências que a ação provocou". Vanderlan é acusado de chefiar o tráfico em favelas da Baixada Fluminense. A Delegacia de Homicídios (DH) investiga o caso. Moradores marcaram uma manifestação para às 8h desta sexta-feira no local para pedir segurança ao bairro.
Jornal O Dia


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CCJ aprova PEC que reserva vagas para deputados negros

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (30) a admissibilidade de proposta que reserva vagas na Câmara, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, por cinco legislaturas, para parlamentares negros.

A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 116/11, do deputado Luiz Alberto (PT-BA). Segundo o texto, o número de vagas vai ser definido com base no percentual de pessoas que tenham se declarado negras ou pardas no último censo do IBGE. Esse número não poderá ser menor que 1/5 do total das vagas no Parlamento ou maior que a metade das vagas.
A proposta prevê ainda a prorrogação da reserva por mais cinco legislaturas, por intermédio de uma lei complementar. O relator na CCJ, deputado Luiz Couto (PT-PB), defendeu a medida.
Tramitação
A medida será analisada por uma comissão especial e, depois, será votada em dois turnos pelo Plenário.
Agência Câmara 
 

Saiba mais sobre a tramitação de PECs.

Íntegra da proposta:

terça-feira, 29 de outubro de 2013

ES: Bombeiros realizam ato público por realinhamento salarial

 
Os bombeiros vinculados à Associação dos Bombeiros Militares do Estado (ABMES) e familiares realizaram um ato público na tarde desta segunda-feira (28) cobrando do governo do Estado que proceda ao realinhamento salarial, reajuste, reposição das perdas salariais dos últimos oito anos e incorporação das escalas especiais.

No Dia do Servidor Público, eles se reuniram na Praça do Papa, em Vitória, e seguiram em caminhada para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Espírito Santo (Hemoes) para doar sangue.

De acordo com o presidente da ABMES, João Batista da Silva, os bombeiros têm reajuste abaixo da inflação há oito anos. No dia 5 de novembro os militares têm uma reunião com a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos para estabelecer um cronograma das reivindicações. “O aumento para os militares previsto para junho de 2012 não aconteceu”, diz João Batista, que acrescenta que cada vez que hás troca de secretário na Seger as negociações param.

Também no dia 5 de novembro os familiares dos militares e membros das associações classistas da polícia e bombeiro militar voltam às ruas para cobrar melhorias para as categorias.

Policiais militares

A exemplo do que aconteceu na última segunda-feira (21) em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, nesta terça-feira (29) os familiares dos policiais militares voltaram a bloquear todas as unidades dos Batalhões de Polícia Militar das 7 às 10 horas em protesto pelo realinhamento salarial.

De acordo com o ex-deputado federal Capitão Assumção (PRB), o ano legislativo está vencendo e nada foi feito para que os militares tivessem reajuste condizente com a realidade do Estado.

Os representantes dos familiares entendem que o governo está empurrando com a barriga as questões salariais da categoria, que aguarda realinhamento salarial e ainda não teve resposta do Estado quanto a isso.

Além disso, os policiais militares têm insatisfações quanto às cargas horárias ampliadas e ao aperto na demanda de trabalho por falta de efetivo. Em junho deste ano, os policiais unificaram a pauta de reivindicações com os policiais civis.
 SÉCULO DIÁRIO/Blog do Soldado Almança