PONTOS NEGATIVOS:
1. Infelizmente o governo não apresentou a proposta sobre remuneração;
2.
A lei continua sendo desrespeitada em relação aos policiais e bombeiros
militares inativos e viúvas, no que se refere a paridade salarial entre
ativa e reserva;
3.
O art. 47 da Constituição Estadual que estabelece isonomia entre as
carreiras do sistema de Segurança Pública não está sendo respeitado;
4.
As vagas criadas para dar fluidez à carreira dos oficiais e praças não
são suficientes para atingir os objetivos propostos pelas associações;
5. Aumento do interstício do posto de Ten de 04(quatro) para 05(cinco) anos;
6. Quadro Especial de Oficial (atual QOAPM), para Sgt e ST da forma proposta, não atende aos anseios da tropa;
7. Suspensão por até 90(noventa) dias. (É muito tempo para deixar um trabalhador sem salário).
PONTOS POSITIVOS:
1. Independência e emancipação do Corpo de Bombeiros;
2.
Reserva remunerada aos 25 anos para as militares estaduais e policiais
civis, (não ficou explicitado se contará o “posto imediato” e a contagem
em dobro da licença premio não gozada);
3. Fim do curso de formação de cabo;
4. Fim da penalidade de cerceamento da liberdade.
Instituído
pelo Governador Jaques Wagner, e presidido pelo secretário da Segurança
Pública, Maurício Barbosa, o grupo que atuou no desenvolvimento dos
pontos foi composto por representantes das associações de policiais
militares e bombeiros, da Polícia Militar, da Casa Civil, da Secretaria
da Administração, da Procuradoria Geral do Estado e da Assembleia
Legislativa da Bahia.
Ordem Pública
Para que a ordem pública permaneça em todo o Estado, as Forças Nacional e Armadas já foram solicitadas para garantir toda segurança à população. “Contamos com o consenso dos policiais para sentarmos e ouvirmos alguma contra proposta, pois da nossa parte
havíamos atendido tudo aquilo foi colocando em pauta”, disse o
secretário que ainda prometeu uma nova revisão às sugestões do governo.
Outras categorias cruzam os braços
Na
manhã de hoje, os policiais civis da Bahia paralisaram as atividades.
Eles só retomarão os serviços somente às 8h de quinta-feira (17). Apesar
do protesto, está mantido 30% do efetivo para prisão em flagrante,
levantamento cadavérico, crimes contra a criança e contra a vida,
durante a paralisação. De acordo com a assessoria de comunicação do
Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Secretaria da Segurança
Pública da Bahia (Sindpoc), a aprovação do Projeto de Lei que define o
reajuste dos funcionários do Estado parcelado em duas vezes desagradou
os servidores.
A
decisão da paralisação foi aprovada pela categoria na tarde da última
segunda-feira (14), durante assembleia feita pelo Sindpoc. O indicativo
de paralisação de 24h foi deliberado na assembleia geral do
funcionalismo público estadual no último dia 2. Hoje eles se reunem no
Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários para discutir uma
possível greve geral.
EDUCAÇÃO
Os
professores da rede estadual de ensino da Bahia anunciaram paralisação
de 24 horas nesta quarta-feira (16). De acordo com informações da
APLB-Sindicato, a categoria participa de assembleia conjunta dos
servidores públicos, realizada no ginásio de esporte dos Bancários, na
Ladeira dos Aflitos, centro de Salvador. A assembleia é promovida pela
Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab).
Os
representantes dos professores dizem que a decisão do sindicato foi
tomada em assembleias realizada pelas 18 delegacias regionais. Os
trabalhadores questionam o reajuste linear do governo para a categoria,
que será dividido em duas vezes: 2% em abril, retroativos a janeiro, e
3,91% sobre o salário de abril, no mês de julho, totalizando 5,91%. Esta
última parcela seria paga no mês de setembro e foi antecipada pelo
governo.
Balanço da última greve da PM
Em
31 de janeiro de 2012, a Polícia Militar do Estado da Bahia decretou
uma greve que durou 12 dias, cujo QG dos grevistas foi a Assembleia
Legislativa, que ficou ocupada durante todo o protesto. Foram
registrados 172 homicídios em Salvador e na região metropolitana neste
período. Na época, a categoria reivindicava a criação de um plano de
carreira, pagamento da URV e melhores condições de trabalho.